História de Búzios

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Antes da chegada dos portugueses, viviam aqui os índios tupinambás, um subgrupo da nação dos Tamoios. Adeptos do canibalismo, os índios pescavam, caçam e cultivavam, principalmente, mandioca e milho. Na região era possível encontrar em abundância a valiosa espécie, Caesalpinia echinatta, o popular Pau-Brasil.

Em 1501, onde hoje é a conhecida praia das Caravelas, o comandante Américo Vespúcio aporta com a primeira expedição ao litoral brasileiro, conhecida como “Entradas”. Após desembarcarem permaneceram ancorados por três anos, utilizando a praia como porto para as incursões, durante esse período, mesmo confrontando-se com as tribos indígenas locais (Tamoios, Aimorés, Tupinambás e Goitacázes) , os portugueses conseguiram fundar postos avançados que serviam de proteção para a exploração do território.

A primeira expedição com caráter colonizador a chegar ao Brasil foi comandada por Martim Afonso de Souza, em 1532. Porém devido ao interesse pelo ouro encontrado no Peru, por motivos geográficos, a expedição aporta em São Vicente, SP. Em 1534, foram criadas as capitanias hereditárias, um sistema de administração territorial desenvolvido para que famílias nobres portuguesas pudessem dividir o território brasileiro. Búzios então é anexada à capitania de São Vicente.
Em 1555, descontente com o tratado de Tordesilhas entre Portugal e Espanha, os franceses invadem o território brasileiro sob o comando de Nicolau Durand de Villegaignon, que funda na Baía de Guanabara a França Antártica.
Os índios, iludidos com essa ação amistosa de expansão e exploração (escambo), se aliam aos franceses e criam a Confederação dos Tamoios, uma demonstração de forças formada por tupinambás, tamoios e aimorés, contra Portugal.

No período de 1555 a 1617, após disputas sangrentas, os portugueses aliados aos índios Goitacázes derrotam e expulsam definitivamente os franceses; os índios Tupinambás foram dizimados. Para que a região não pudesse se desenvolver de forma independente a pesca foi proibida. O litoral então foi dedicado à lavoura e a criação de gado. Em 1630, é proibida a exploração da escravidão indígena e inicia-se o processo de catequização dos índios pelos jesuítas.
João Fernandes, que hoje dá nome a uma das praias mais famosas e internacionais da cidade, teria sido condenado em 1679 a morrer no tronco apenas por pescar nas águas de Búzios.
Em 1743, quando um navio de escravos sobreviveu a um naufrágio, o comerciante Brás de Pina, atribuindo esse “milagre” a Sant’Ana, mandou construir a primeira manifestação católica da cidade, a Igreja de Sant’Ana, hoje considerada patrimônio histórico.

Em 1746 foi concedido a Brás de Pina o direito de explorar legalmente a caça da baleia, tendo em vista que o óleo era utilizado na construção pública e civil. Existe a hipótese de que a praia dos Ossos tenha esse nome devido a esse fato.
Entre 1750 e 1870 inicia-se a colonização definitiva, baseada na agricultura e na pesca, utilizando-se mão de obra escrava.

Em 1871, com a Lei do Ventre Livre, o tráfico clandestino de escravos floresceu. José Gonçalves, o maior traficante de escravos da região continuou enriquecendo até 1888 com a abolição da escravatura, levando a marinha inglesa a desembarcar fuzileiros navais na região.
Nos anos 30, o alemão Eugene Honold comprou terras por toda a península e começou a exportar bananas, a atividade foi interrompida devido a um incêndio que destruiu a plantação.

Nos anos 50, seus herdeiros fundaram a Cia. Industrial Odeon, e então desenvolveu-se o turismo seletivo, preservando a arquitetura da cidade.

Em 1964, trazida pelo namorado Bob Zagury, Brigitte Bardot – a mais famosa artista de cinema da época – refugiou-se na cidade e a fama internacional correu o mundo…
A partir daí a presença de hóspedes ilustres na cidade não para de crescer.

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